Depressão não é preguiça nem vitimização; é uma condição clínica que provoca sofrimento acentuado, mas que pode melhorar rapidamente com psicoterapia.
Como reconhecer depressão?
A depressão é um estado de humor triste ou irritável acompanhado por perda de interesse em atividades que anteriormente realizava bem ou lhe davam prazer. A isso associam-se alguns destes sintomas:
- Falta de energia, fadiga ou cansaço excessivo.
- Diminuição da capacidade de pensar, de se concentrar e de decidir.
- Sentimentos de inutilidade, autodesvalorização ou culpa excessiva.
- Alteração significativa do apetite (a mais ou a menos).
- Insónia (dificuldade em dormir) ou sonolência (dormir demais).
- Vontade recorrente de desistir, de acabar com tudo ou mesmo ideação suicida.
Se estes sinais persistem por mais de duas semanas, com impacto na sua vida pessoal, social ou profissional, é provável que esteja deprimido.
Porque acontece?
As causas são múltiplas e costumam conjugar-se: predisposição genética, história pessoal, stress prolongado, doenças físicas, alterações hormonais, acontecimentos de vida e contexto (familiar, escolar, laboral). O acontecimento precipitante nem sempre é o que mantém a condição, pelo que é preciso uma análise clínica para compreender o que se passa.
Deve procurar ajuda quando:
- Os sintomas duram e interferem com trabalho, estudo, relações ou saúde.
- Evita atividades ou contactos que antes faziam parte da sua rotina ou forma de estar.
- Surgem ideias de desistência da vida.
- Tem consumos excessivos “para aguentar”.
Em Portugal, as perturbações do humor afetam quase 8% dos portugueses. É mais comum do que possa pensar, mas tem tratamento eficaz com psicoterapia.
Como ajudamos:
A Clínica Freud disponibiliza uma equipa de psicologia e psiquiatria que integra as melhores práticas psicoterapêuticas. O plano é individualizado e contém:
- Avaliação clínica estruturada: registamos sintomas e sinais, indicamos fatores de risco e de proteção, analisamos a sua história de vida e estabelecemos objetivos terapêuticos claros.
- Psicoeducação e plano de estabilização: rotina de sono, gestão de stress, técnicas de atenção e de respiração, ativação comportamental e um plano de crise quando indicado.
- Psicoterapia: para reestruturar pensamentos automáticos negativos, prevenir a ativação e recaídas, encontrar padrões relacionais e conflitos internos que perpetuam o humor depressivo, clarificar valores e escolhas para dar sentido à sua vida.
- Apoio médico (quando lhe faz sentido): pode obter um diagnóstico médico e, se os sintomas forem demasiado intensos, pode recorrer a terapêutica farmacológica.
- Intervenção no contexto: estratégias práticas para a rede familiar, alinhadas com os objetivos clínicos.
O que pode começar a fazer já:
- Reduzir tempo ao ecrã antes de se deitar, para melhorar a rotina de sono.
- Pequenas tarefas diárias com significado (mesmo sem vontade).
- Contacto social com pelo menos duas pessoas de confiança por semana.
- Movimento diário, adaptado à sua condição física.
- Agendar onde estabelece ordem de prioridades para as tarefas.
A motivação tende a seguir a ação. Comece com pequenas ações, de forma consistente, e vai ser que, gradualmente, a vontade começa a surgir.
Perguntas frequentes
A depressão passa com férias?
Pode aliviar, mas sem cuidados adequados os sintomas regressam.
A medicação é sempre necessária?
Não. A psicoterapia é o mais eficaz a mudar o estado depressivo. Os antidepressivos podem ajudar a aliviar sintomas, mas não são suficientes para prevenir recaídas.
Depressão é diferente de tristeza normal?
Sim: é mais persistente, afeta várias áreas do seu funcionamento e implica alterações físicas e cognitivas (ao nível do sono, da energia, da atenção, da motivação).
Como pedir ajuda:
A Clínica Freud disponibiliza consultas presenciais e online, com marcação rápida, onde obterá cuidado personalizado, escuta ativa e empatia com a sua dor, de modo a encontrar alívio e recuperar a sua vontade de viver.